DANCEMOS NO TEMPO

1
Shhh!… Espera… Escuta… Consegues ouvir?… Ouves a canção trazida pelo vento?… Consegues escutar a suavidade dessa longínqua melodia?… Ouve… Sente a música a pairar no ar… Apanha boleia da cadência da melodia a planar ligeira por entre as nuvens e o mar… Não sentes uma cantiga de luz a beijar-te as faces com os lábios húmidos do vento? Porventura não consegues escutar a harmonia de asas abertas sobre o mundo?… Shhh… Ouve… Nunca experimentaste antes a doçura dum coro de anjos?

2
Descreve-me a tua canção… Não, não é preciso cantá-la… apenas revelar-me as prodigiosas bem-aventuranças ou os nefastos abismos de que te abre as portas a maravilha desse cântico, tão distantemente próximo quão proximamente distante… Será que a tua canção é também a minha canção?… Poderemos tomar o mar, a terra e o céu como padrinhos para o hino de fogo que brota do fundo de nós?

3
Não te soa como um convite para dança?… Ensina-me a dançar na borda do precipício… Dancemos de pés nus sobre a orla da falésia… Entre nós e o vazio fica apenas a promessa cega do amanhã… o tempo é o que nós quisermos ver nele, e nós escolhemos fazer dele o estrado dum salão de baile… Dancemos no tempo, pois então!

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Shhh!… Espera… Escuta… Consegues ouvir?… Ouves a canção trazida pelo vento?… Consegues escutar a suavidade dessa longínqua melodia?… Ouve… Sente a música a pairar no ar… Apanha boleia da cadência da melodia a planar ligeira por entre as nuvens e o mar… Não sentes uma cantiga de luz a beijar-te as faces com os lábios húmidos do vento? Porventura não consegues escutar a harmonia de asas abertas sobre o mundo?… Shhh… Ouve… Nunca experimentaste antes a doçura dum coro de anjos?

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Descreve-me a tua canção… Não, não é preciso cantá-la… apenas revelar-me as prodigiosas bem-aventuranças ou os nefastos abismos de que te abre as portas a maravilha desse cântico, tão distantemente próximo quão proximamente distante… Será que a tua canção é também a minha canção?… Poderemos tomar o mar, a terra e o céu como padrinhos para o hino de fogo que brota do fundo de nós?

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Não te soa como um convite para dança?… Ensina-me a dançar na borda do precipício… Dancemos de pés nus sobre a orla da falésia… Entre nós e o vazio fica apenas a promessa cega do amanhã… o tempo é o que nós quisermos ver nele, e nós escolhemos fazer dele o estrado dum salão de baile… Dancemos no tempo, pois então!


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